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Fora golpistas dos atos da esquerda

Por Espiaaqui em 16/09/2021 às 15:58:31

Os partidos da esquerda pequeno-burguesa (como PSOL, PCdoB e PT) anunciaram que os partidos da direita golpista, como Cidadania e Solidariedade, irão participar dos atos do dia 2 de outubro, marcados pela Frente Fora Bolsonaro.

“Unificou!”, comemorou Juliano Medeiros, presidente do PSOL. “Agora é ampliar com todos que querem o impeachment!”, completou.

Em sua conta no Twitter, ele ainda comentou: “A data do dia 2/10 já havia sido apontada pela campanha nacional Fora Bolsonaro, formada pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular. É, portanto, um gesto de generosidade desses partidos acolher o dia 2 como referência para uma primeira manifestação unificada. Bom começo!”

Por último, Medeiros ainda disse: “Além de partidos de oposição e movimentos sociais queremos fazer algo ainda mais amplo, com a presença de governadores, artistas, personalidades diversas. Sem sectarismos, sem antecipar debates eleitorais, sem hostilidades. Vamos avançar e vamos DERRUBAR Bolsonaro! Há esperança!”

Trata-se de um golpe contra o movimento pelo Fora Bolsonaro. A Frente Fora Bolsonaro não discutiu e muito menos aprovou a participação da direita golpista nos atos da esquerda. O burocrata do PSOL e todo o seu partido, bem como as demais agremiações que participaram dessa reunião indecente, estão indo de encontro com os interesses da esmagadora maioria dos que participam do movimento Fora Bolsonaro.

Estão tentando traficar a direita golpista para dentro do movimento dos trabalhadores. Isso acontece logo após o fiasco das manifestações da direita no dia 12. Alguns setores da esquerda que defendem a frente ampla até reconhecem esse fato, no entanto mesmo assim insistem em se aliar a essa direita. “A esquerda sozinha não tem condições de derrotar Bolsonaro. Isso quer dizer que, para avançarmos em direção ao impeachment, é preciso ampliar o leque”, escreveu Guilherme Boulos em sua coluna na Folha de S.Paulo. É, logicamente, uma campanha orquestrada para preparar o terreno da destruição dos atos com a sabotagem conjunta da esquerda frente-amplista e da direita golpista.

É, ainda, um convite explícito para o maior inimigo dos trabalhadores, o PSDB. Juliano Medeiros está convidando o partido de FHC quando diz que “agora é ampliar com todos que querem o impeachment” e evidencia esse convite, particularmente a João Doria, quando afirma que “governadores” devem participar dos atos.

Qual o sentido de chamar para os atos organizados pela esquerda a direita golpista que não leva ninguém para a rua? Se a direita não mobiliza, por que fazer manifestação junto com ela?

O fato é que a esquerda pequeno-burguesa é dependente da burguesia e faz acordos com a direita pelas costas dos trabalhadores. Os trabalhadores não querem Doria e a direita nos seus atos. Eles querem Lula nos atos, como fica claro em todas as manifestações populares em São Paulo. E a presença da 3ª via nos atos é um ataque direto também à candidatura de Lula, visando submetê-la à 3ª via.

Não se pode aceitar a direita nos atos populares. É preciso expulsá-la, mesmo que na marra. Os trabalhadores não foram consultados sobre a inserção dos partidos golpistas nos atos, estão sendo traídos mais uma vez por essas direções da esquerda.

Nenhum partido ou organização da direita é bem-vindo nos atos dos trabalhadores. Assim como no dia 3, é preciso expulsá-los. Não vão tomar para si as manifestações a fim de transformá-las em comícios eleitorais de Doria e destruir o movimento.

Fonte: causa operaria

Tags:   Editorial
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