Pivetta diz que CPI em período eleitoral terá cunho eleitoreiro

Governador afirma não estar preocupado com eventual investigação sobre acordo de R$ 308 milhões entre o Estado e a Oi
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada durante o período eleitoral terá motivação política. Apesar das críticas, ele disse não estar preocupado com uma possível investigação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Não me preocupa. Os deputados têm autonomia, a Assembleia tem autonomia para decidir o que fazer. O fato é que toda a CPI criada nesse momento eleitoral vai ter cunho eleitoreiro, não tenha dúvida. Toda a CPI que se criar num momento como esse é para ser eleitoreira”, declarou.
A movimentação da Assembleia Legislativa para abertura da CPI ocorre após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, no último dia 6. A ação investiga um acordo financeiro de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi.
A possibilidade de instalação da comissão surgiu em meio aos questionamentos sobre o acordo e aos desdobramentos da operação. Pivetta reconheceu a autonomia dos deputados estaduais para decidir sobre a investigação, mas afirmou que o Legislativo já dispõe de mecanismos permanentes para fiscalizar o Executivo.
“Afinal de contas, a Assembleia tem todo o tempo para fiscalizar, fazer requerimento, cumprir com a função que é aprovar o orçamento e fiscalizar a boa aplicação do orçamento”, afirmou.
Segundo o governador, os parlamentares podem utilizar requerimentos e outros instrumentos de fiscalização para acompanhar as ações do Executivo, sem a necessidade de recorrer a uma CPI durante o processo eleitoral.
Apesar da possibilidade de a Assembleia avançar com a investigação, Pivetta reiterou que não está preocupado com a iniciativa e disse que respeitará a decisão dos deputados.
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