Redes sociais facilitam comércio ilegal de medicamentos emagrecedores

*Da Redação*
Medicamentos à base de tirzepatida, proibidos no Brasil, são comercializados livremente em redes sociais. Nomes como TG, Lipoless e Lipoland circulam entre usuários que buscam emagrecer sem prescrição médica. A Anvisa autoriza apenas o Mounjaro, que exige orientação profissional e receita retida.
Facilidade na compra ilegal
Grupos de WhatsApp funcionam como farmácias virtuais, oferecendo produtos a preços entre R$ 779 e R$ 929. Vendedoras oferecem instruções para compra na Cidade do Leste, no Paraguai, e prometem frete grátis para o Brasil. Links para ingresso nos grupos circulam abertamente nas redes sociais.
A Receita Federal aponta que o crime organizado é o principal comprador desses medicamentos contrabandeados. Apesar das penalidades de 10 a 15 anos de prisão, o negócio prospera com testimoniais de usuários que compartilham resultados.
Operação sem segurança
Os medicamentos chegam ao Brasil sem refrigeração adequada, comprometendo a conservação da molécula. Clientes compartilham fotos e vídeos atestando entrega em prazos curtos. Usuários moderadores orientam sobre riscos de exposição de rastreadores em postagens.
Testemunhas relatam recebimento em cinco dias e já solicitam novas remessas. Grupos também desenvolvem ferramentas para acompanhar evolução de perda de peso entre participantes.
Fonte consultada
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