Advogado preso por estupro de vulnerável morre em penitenciária de Várzea Grande

Elias Gomes da Silva, de 67 anos, passou mal após rompimento de uma úlcera e não resistiu durante o atendimento médico; OAB havia suspendido seu registro após a prisão
O advogado Elias Gomes da Silva, de 67 anos, morreu na segunda-feira (3) no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, onde estava preso preventivamente por suspeita de estuprar uma menina de 6 anos.
Segundo informações da unidade prisional, Elias passou mal após sofrer o rompimento de uma úlcera, complicação que evoluiu para um quadro infeccioso grave. Ele não resistiu durante os procedimentos de socorro para encaminhamento a um centro cirúrgico.
As circunstâncias da morte serão apuradas pelas autoridades competentes.
Elias foi preso após a mãe de uma criança denunciar o abuso sexual contra a filha. O crime teria ocorrido no dia 20 de julho, no bairro Ouro Verde, em Várzea Grande.
Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares localizaram o advogado em um quarto isolado nos fundos do imóvel. Durante a abordagem, ele negou as acusações.
Ainda segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram que o investigado mantinha em um computador diversos vídeos de relações sexuais, incluindo supostas gravações de abusos contra crianças. O equipamento foi apreendido e será submetido à perícia.
Durante a prisão, Elias precisou ser contido e sofreu escoriações no rosto, braços e pernas. Ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande para atendimento médico e realização de exame de corpo de delito antes de ser levado à Delegacia da Polícia Civil.
Com o investigado, os policiais apreenderam documentos pessoais, cartões bancários, um cartão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), um cartão de contabilidade, um notebook e R$ 1.390 em dinheiro.
No dia 21 de julho, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) determinou a suspensão cautelar do exercício profissional de Elias Gomes da Silva e instaurou processo disciplinar no Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para apurar a conduta do advogado, assegurando o direito à ampla defesa e ao contraditório.
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