Investigação aponta que líder do CV bancou reforma da casa de missionária presa na Operação Fariseus

Relatório da GCCO e da Draco cita pagamentos, presentes, dinheiro e outros benefícios recebidos por Rhavenna Barcelos de Almeida
A Polícia Civil aponta que Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote” e apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso, teria financiado parte da reforma da residência de Rhavenna Barcelos de Almeida, presa na Operação Fariseus.
A informação consta em um relatório elaborado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), após a análise de conversas e dados extraídos de aparelhos eletrônicos.
De acordo com a investigação, Renildo teria mantido uma relação de proximidade com Rhavenna e fornecido diferentes tipos de benefícios. Entre os registros analisados estão pagamentos, presentes, dinheiro, viagens, joias e a possível disponibilização de um veículo.
Uma das conversas ocorreu em 13 de fevereiro de 2026 e tratava de melhorias na casa de Rhavenna. Entre as obras estavam a instalação de uma porta de blindex, o fechamento da área gourmet e a colocação de um aparelho de ar-condicionado.
Ao falar sobre quem pagaria pelos serviços, Rhavenna afirmou: “Que ele vai paga”. Em seguida, escreveu: “O ar já em na próxima kkk”. Para os investigadores, as mensagens indicam que Renildo assumiria os custos das intervenções.
O relatório também registra que Rhavenna mantinha contato frequente com Renildo enquanto ele estava preso, inclusive por videochamadas e por meio de celulares que, segundo a investigação, eram utilizados irregularmente dentro da unidade prisional.
RELAÇÃO COM “BATMAN”
Além de Renildo, a investigação aponta que Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como integrante da liderança do Comando Vermelho e atualmente foragido.
Segundo o inquérito, ela sabia onde Batman estava escondido depois que ele rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu para o Rio de Janeiro. A investigação também aponta que Rhavenna viajava com frequência para encontrá-lo.
Os investigadores afirmam ainda que momentos de lazer durante essas viagens teriam sido custeados por integrantes da facção.
Rhavenna foi presa sob suspeita de utilizar o projeto religioso Equipe Evangelismo Resgatando Vidas para prestar apoio comunicacional, financeiro e logístico ao Comando Vermelho.
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