Investigação aponta que líder do CV bancou reforma da casa de missionária presa na Operação Fariseus

Set 15, 2026 - 09:05
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Investigação aponta que líder do CV bancou reforma da casa de missionária presa na Operação Fariseus
Investigação aponta que líder do CV bancou reforma da casa de missionária presa na Operação Fariseus

Relatório da GCCO e da Draco cita pagamentos, presentes, dinheiro e outros benefícios recebidos por Rhavenna Barcelos de Almeida

A Polícia Civil aponta que Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote” e apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso, teria financiado parte da reforma da residência de Rhavenna Barcelos de Almeida, presa na Operação Fariseus.

A informação consta em um relatório elaborado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), após a análise de conversas e dados extraídos de aparelhos eletrônicos.

De acordo com a investigação, Renildo teria mantido uma relação de proximidade com Rhavenna e fornecido diferentes tipos de benefícios. Entre os registros analisados estão pagamentos, presentes, dinheiro, viagens, joias e a possível disponibilização de um veículo.

Uma das conversas ocorreu em 13 de fevereiro de 2026 e tratava de melhorias na casa de Rhavenna. Entre as obras estavam a instalação de uma porta de blindex, o fechamento da área gourmet e a colocação de um aparelho de ar-condicionado.

Ao falar sobre quem pagaria pelos serviços, Rhavenna afirmou: “Que ele vai paga”. Em seguida, escreveu: “O ar já em na próxima kkk”. Para os investigadores, as mensagens indicam que Renildo assumiria os custos das intervenções.

O relatório também registra que Rhavenna mantinha contato frequente com Renildo enquanto ele estava preso, inclusive por videochamadas e por meio de celulares que, segundo a investigação, eram utilizados irregularmente dentro da unidade prisional.

RELAÇÃO COM “BATMAN”

Além de Renildo, a investigação aponta que Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como integrante da liderança do Comando Vermelho e atualmente foragido.

Segundo o inquérito, ela sabia onde Batman estava escondido depois que ele rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu para o Rio de Janeiro. A investigação também aponta que Rhavenna viajava com frequência para encontrá-lo.

Os investigadores afirmam ainda que momentos de lazer durante essas viagens teriam sido custeados por integrantes da facção.

Rhavenna foi presa sob suspeita de utilizar o projeto religioso Equipe Evangelismo Resgatando Vidas para prestar apoio comunicacional, financeiro e logístico ao Comando Vermelho.

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