Justiça barra votação que poderia definir reeleição de Paula Calil na Câmara de Cuiabá

Jul 17, 2026 - 06:51
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Justiça barra votação que poderia definir reeleição de Paula Calil na Câmara de Cuiabá
Justiça barra votação que poderia definir reeleição de Paula Calil na Câmara de Cuiabá

Desembargador suspende análise da mudança no Regimento Interno e dá novo fôlego ao grupo da presidente da Câmara, que busca viabilizar a recondução ao cargo

O desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), suspendeu, na noite desta quarta-feira (15), a votação do projeto que altera o Regimento Interno da Câmara de Cuiabá. A matéria seria apreciada pelos vereadores nesta quinta-feira (16) e é considerada decisiva para a tentativa de reeleição da presidente da Casa, Paula Calil (PL).

A decisão liminar atendeu a um recurso apresentado pelo vereador Marcus Brito (PV), que contestou a exigência de quórum qualificado, de dois terços dos vereadores, para aprovar alterações no Regimento Interno. Segundo o parlamentar, a mudança deveria ser votada por maioria simples, conforme prevê a Lei Orgânica do Município.

Na decisão, o magistrado afirmou que o Regimento Interno não pode estabelecer regras que contrariem uma norma hierarquicamente superior.

"A exigência de quórum de 2/3 pelo Art. 177, XIII, do Regimento Interno, para a simples alteração regimental, aparenta extrapolar os limites da delegação conferida pela Lei Orgânica do Município", destacou o desembargador.

Nos bastidores, a proposta é considerada fundamental para o grupo político de Paula Calil. A presidente da Câmara depende da aprovação da alteração para disputar a recondução ao comando da Mesa Diretora ainda nesta legislatura.

Pelas regras atuais, a aprovação exige o voto favorável de 18 dos 27 vereadores. No entanto, Paula conta hoje com o apoio declarado de 14 parlamentares, número suficiente para maioria simples, mas insuficiente para alcançar o quórum qualificado.

Caso a proposta fosse votada e rejeitada nesta quinta-feira, a possibilidade de reeleição da presidente da Câmara ficaria praticamente inviabilizada.

Com a liminar, a matéria deve ser retirada da pauta e só deverá voltar à discussão após o recesso parlamentar.

A suspensão também dá mais tempo ao grupo de Paula Calil para aguardar o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo prefeito Abilio Brunini (PL) no Tribunal de Justiça. A ação busca declarar inconstitucional a exigência de quórum de dois terços para alterações no Regimento Interno, permitindo que futuras votações sejam decididas por maioria simples.

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