Margareth Buzetti diz que ministros do STF tentam “blindar” Alexandre de Moraes

Sessão extraordinária desta terça-feira analisa relatório da Polícia Federal sobre mensagens atribuídas ao ministro e ao banqueiro Daniel Vorcaro
A candidata ao Senado por Mato Grosso, Margareth Buzetti (PP), afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam tentando impedir o avanço da apuração envolvendo Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
“O que eu vi hoje foi uma manobra clara de vários ministros tentando blindar o Alexandre de Moraes, e ninguém pode esconder esse fato”, afirmou Buzetti após sabatina de candidatos realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em Cuiabá, na noite de segunda-feira (14).
A candidata também ressaltou que considera preocupante a tentativa de questionar a validade do relatório produzido pela Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou problemas no documento, enquanto ministros do Supremo discutiram mudanças na condução e no alcance da análise.
“Hoje, os criminosos não estão mais preocupados em se defender. Eles estão preocupados em anular uma investigação. É isso que está acontecendo, na realidade”, disse Buzetti, sem citar nominalmente quem estaria sendo chamado de “criminosos”.
A progressista defendeu ainda que Moraes se afaste durante uma eventual investigação.
“Eu espero que ele não consiga ser blindado. Se ele tivesse o mínimo de respeito pelo país, ele sairia até ser investigado, porque seria o básico para uma pessoa decente, o básico”, declarou.
O STF realiza nesta terça-feira (15) uma sessão extraordinária para analisar os elementos reunidos pela Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro. O procedimento poderá resultar na abertura de uma investigação, mas não representa julgamento de culpa ou condenação do ministro.
Durante as discussões, o ministro Gilmar Mendes sugeriu o adiamento da sessão e uma análise conjunta de procedimentos relacionados a Moraes e André Mendonça. O presidente do Supremo, Edson Fachin, manteve separada a análise do caso envolvendo as mensagens atribuídas a Vorcaro.
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