Mauro Mendes afirma: “O Senado Federal precisa entrar nessa parada” diante da crise no STF

Set 11, 2026 - 12:12
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Mauro Mendes afirma: “O Senado Federal precisa entrar nessa parada” diante da crise no STF
Mauro Mendes afirma: “O Senado Federal precisa entrar nessa parada” diante da crise no STF

Candidato ao Senado diz que confrontos entre ministros geram insegurança e defende responsabilização caso existam provas de irregularidades

O candidato ao Senado e ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), criticou a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu uma atuação mais firme do Senado Federal para reduzir os conflitos entre os Poderes.

Durante o lançamento da campanha à reeleição do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), nesta quarta-feira (9), Mendes afirmou que a população brasileira será a principal prejudicada pelo atual cenário de confrontos dentro da cúpula do Judiciário.

A crise ganhou força após uma sequência de decisões envolvendo o inquérito das “Fake News” e investigações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, além do conflito entre ministros do STF e integrantes da Polícia Federal.

Mendes citou as recentes decisões que envolveram os ministros André Mendonça, Flávio Dino e Edson Fachin e classificou o momento como uma inversão de papéis entre as instituições.

“Na maior parte dos países do mundo, não se sabe o nome dos ministros da Suprema Corte. No Brasil, grande parte dos brasileiros sabe o nome dos ministros do STF e seria incapaz de dizer o nome de três ou quatro jogadores da Seleção Brasileira. Algo está muito errado”, afirmou.

O ex-governador também cobrou uma participação mais efetiva do Congresso Nacional na crise entre os Poderes.

“O Senado Federal precisa entrar nessa parada, precisa harmonizar esses poderes, precisa exercer o seu papel de moderador na República. Do jeito que está, o Brasil vai pagar um preço caro por essas brigas institucionais”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo, Mendes afirmou que a medida pode ser utilizada quando houver indícios concretos e respeito ao devido processo legal.

“Nós já vimos presidentes alvos de impeachment, governadores afastados, desembargadores, juízes e prefeitos afastados do cargo. Então é inimaginável que um ministro do Supremo não possa ser também afastado, existindo ali a culpabilidade comprovada e um processo que garanta a ampla defesa”, concluiu.

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