Operação Persona Sintética mira central de fraudes digitais e cumpre 15 mandados em Várzea Grande

Out 16, 2026 - 08:44
Atualizado: 9 horas ago
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Operação Persona Sintética mira central de fraudes digitais e cumpre 15 mandados em Várzea Grande

A Polícia Civil deflagrou, na manhã de 15 de outubro, a Operação Persona Sintética para desarticular um grupo suspeito de manter uma central de fraudes digitais em Várzea Grande, em Mato Grosso. Segundo informações da investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), a ação prevê o cumprimento de 15 ordens judiciais, incluindo cinco mandados de prisão preventiva, cinco de busca e apreensão e cinco de afastamento de sigilo telemático.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá. Todos os mandados estão concentrados em Várzea Grande, onde os investigadores apuram a atuação dos suspeitos em esquemas de estelionato eletrônico, falsificação de documentos e associação criminosa.

Investigação começou após tentativa de golpe pelo WhatsApp

O caso começou em 2023, depois de uma tentativa de estelionato eletrônico. Conforme a investigação, os suspeitos recorreram à chamada engenharia social, técnica que explora a confiança da vítima para induzi-la a fornecer informações, realizar transferências ou tomar outras medidas em benefício dos criminosos.

Nessa ocorrência, os envolvidos utilizaram o WhatsApp e imagens de familiares para pedir dinheiro por meio do Pix. A transferência não chegou a ser realizada. Por esse motivo, o episódio foi tratado como tentativa de estelionato, segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil.

O uso indevido de fotografias e identidades de pessoas conhecidas pode tornar esse tipo de abordagem mais convincente. Por isso, pedidos inesperados de dinheiro devem ser confirmados por outro canal de comunicação, mesmo quando parecem ter sido enviados por parentes ou amigos.

Documentos falsos levantaram suspeita de uma central de golpes

Na primeira etapa da investigação, os policiais identificaram um dos suspeitos, que foi alvo de mandado de busca e apreensão em setembro de 2025. Durante a diligência, foram recolhidos aparelhos telefônicos e documentos de identidade falsos emitidos em nome de diferentes cidadãos de Mato Grosso.

O material apreendido indicou aos investigadores a possível existência de uma estrutura organizada para a prática de fraudes digitais. A partir desses elementos e de novas diligências, a equipe da DRCI avançou na identificação dos demais suspeitos e na apuração da participação atribuída a cada um deles.

A apreensão de documentos falsificados é relevante para a investigação porque pode ajudar a esclarecer como os suspeitos obtinham ou utilizavam identidades de terceiros. No entanto, o conteúdo dos aparelhos e a finalidade de cada documento ainda dependem da análise policial, conforme a etapa investigativa descrita pela corporação.

Quais crimes são investigados na operação?

Os investigados poderão responder por associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado mediante fraude digital. Parte deles também é investigada por possível envolvimento com tráfico de drogas.

A definição dos crimes e das responsabilidades individuais depende da apuração dos fatos e da análise das provas. A realização de buscas e prisões preventivas não representa, por si só, uma condenação. Os investigados têm direito à presunção de inocência e ao devido processo legal.

O estelionato envolve a obtenção de vantagem ilícita em prejuízo de outra pessoa, mediante fraude. Quando a conduta ocorre por meios eletrônicos, a legislação penal prevê regras específicas para o enquadramento do delito, conforme as circunstâncias do caso. Já a falsificação de documento público e a associação criminosa possuem requisitos legais próprios, que devem ser demonstrados na investigação e no processo.

O que acontece depois da Operação Persona Sintética?

Após o cumprimento das medidas judiciais, a Polícia Civil dará continuidade à análise dos objetos apreendidos e aos interrogatórios dos investigados. Essa etapa deve contribuir para esclarecer a dinâmica das fraudes, a eventual divisão de tarefas entre os suspeitos e a extensão das condutas apuradas.

O nome Persona Sintética foi escolhido em referência às dezenas de documentos falsos encontrados durante a investigação. A denominação faz alusão à criação de identidades artificiais que podem ser utilizadas para ocultar a identidade real de pessoas envolvidas em fraudes.

Para se proteger de golpes semelhantes, a orientação é desconfiar de pedidos urgentes de dinheiro, confirmar a identidade de quem solicita transferências e evitar compartilhar documentos pessoais com contatos não verificados. Em caso de suspeita de fraude, a vítima deve preservar mensagens e comprovantes e procurar a polícia para registrar a ocorrência.

Reportagem baseada em informações divulgadas pela Polícia Civil de Mato Grosso sobre a Operação Persona Sintética. Os fatos e as responsabilidades individuais permanecem sujeitos à conclusão das investigações e às decisões judiciais.

FONTE: CENÁRIO MT

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