Polícia Civil deflagra operação contra fraude fiscal e lavagem de R$ 108 milhões
Da Redação
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou operação na quinta-feira para desarticular grupo criminoso. O esquema investigado envolvia empresas de fachada em sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Mais de R$ 108 milhões teriam sido movimentados pelo grupo.
A ação da DOT cumpriu 11 mandados de busca e apreensão. Os estados de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e São Paulo foram alvos da operação.
A Justiça determinou sequestro de bens, direitos e valores de até R$ 56 milhões. Bloqueios em instituições financeiras, investimentos, aeronave de R$ 8 milhões, seis veículos de luxo e um imóvel foram apreendidos. As medidas visam resguardar o patrimônio e assegurar ressarcimento ao erário.
Os alvos investigados respondem por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes tributários. As penas somadas podem chegar a 23 anos de prisão.
Investigação que começou com autuação fiscal
A investigação iniciou com autuação fiscal de uma empresa de fachada em São Paulo. A empresa era destinatária de notas fiscais emitidas por empresa fictícia do Distrito Federal. A análise apontou indícios de estrutura empresarial usada para conferir aparência de regularidade às operações.
A empresa fictícia do Distrito Federal foi constituída em julho de 2020. Emitiu 49 notas fiscais com valor superior a R$ 7 milhões em menos de 20 dias. A suposta fornecedora não possuía conta bancária, segundo investigadores. A empresa foi cancelada por inexistência de fato.
Repasses milionários entre empresas
A empresa de fachada de São Paulo recebeu mais de R$ 108 milhões entre julho de 2020 e julho de 2024. Repassou R$ 107 milhões do total recebido. Transferências milionárias foram detectadas para empresas formalmente distintas com mesmos sócios.
Coincidências de endereços, telefones e e-mails foram encontradas durante apurações. Ausência de empregados cadastrados e estruturas empresariais reduzidas caracterizavam as operações. A investigação apura se a rede foi utilizada para dispersar recursos e dificultar identificação.
Estruturas utilizadas para ocultar origem de valores
Movimentações financeiras envolvendo pessoas físicas ligadas aos responsáveis foram identificadas. Holdings, empresas de locação de veículos, venda de roupas e outras pessoas jurídicas foram usadas. Essas estruturas teriam ocultado ou dissimulado a origem dos valores.
Se comprovada a atuação dos investigados, poderão responder por organização criminosa e crimes tributários. Também responderão por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Fonte: CNN Brasil
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