“Prefeito não domina mais os votos”, diz Cattani sobre apoio a Pivetta

Deputado minimiza adesão de 133 prefeitos à reeleição de Otaviano Pivetta e atribui parte da insatisfação à aliança do partido com o MDB
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que o apoio declarado por 133 prefeitos do partido à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não representa um enfraquecimento da candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Para ele, a influência dos gestores municipais sobre a decisão dos eleitores diminuiu com o avanço da internet.
“Essa história de que prefeito domina os votos da cidade já é do passado. Hoje nós temos uma coisa chamada internet, e a população está muito bem informada, e cada cidadão pode escolher o seu candidato”, declarou.
O posicionamento ocorre após Pivetta anunciar, na terça-feira (18), que 133 prefeitos assinaram uma carta de apoio à sua candidatura. O governador fez o anúncio durante um evento realizado na sede do Republicanos, conhecida como Casa 10, onde estavam reunidos diversos gestores municipais.
Cattani reconheceu, porém, que existe insatisfação dentro do PL com algumas decisões tomadas pela direção da legenda. Entre os motivos apontados está a aliança com o MDB, que levou a deputada estadual Janaina Riva para a chapa majoritária como candidata ao Senado.
“O partido fez algumas coisas que não agradou algumas pessoas, por exemplo, a união com o MDB. Muitos estão descontentes com isso, mas está feito e tem que seguir adiante”, afirmou.
Apesar das divergências, o parlamentar ressaltou que os prefeitos têm liberdade para escolher seus apoios políticos. Segundo ele, não existe obrigação de fidelidade partidária que impeça os gestores de apoiar outro candidato nessa situação.
“O prefeito é livre, ele pode ficar até sem partido. Não tem nenhum sentido uma punição a uma pessoa que não tem obrigação de estar no partido”, disse.
Abilio mantém resistência à aliança com MDB
Em Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini (PL) é um dos principais nomes do partido a demonstrar resistência à composição com o MDB. O prefeito já declarou apoio ao projeto de reeleição de Pivetta e afirmou que não pretende participar de palanques que tenham o MDB como aliado.
Na segunda-feira (18), Abilio também afirmou que, até aquele momento, não havia previsão de agendas do senador Flávio Bolsonaro em Mato Grosso durante a campanha eleitoral.
Segundo o prefeito, a estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro é priorizar estados onde a disputa entre os grupos de direita e esquerda é mais equilibrada. Mato Grosso, por sua vez, é considerado um estado de forte apoio ao bolsonarismo.
A ausência de uma agenda confirmada do senador no estado também expõe as divergências existentes dentro do PL mato-grossense. A ala ligada a Abilio tem demonstrado resistência à aliança estadual com o MDB, principalmente pela presença de Janaina Riva na chapa ao Senado ao lado de Wellington Fagundes, que é sogro da deputada.
O senador José Medeiros (PL), também candidato ao Senado, integra o grupo que critica a composição. Os aliados defendem que o MDB possui histórico de oposição ao campo político bolsonarista e questionam a união entre as duas siglas.
A movimentação ocorre em meio à formação dos palanques para a disputa pelo Governo de Mato Grosso e ao posicionamento de prefeitos e lideranças municipais sobre as eleições deste ano.
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