Confronto entre ministros do STF representa ruptura com convenções jurídicas

Da Redação
O confronto entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foi avaliado por Rubens Glezer como ruptura com as convenções institucionais. O professor de Direito Constitucional da FGV afirmou que a situação ultrapassa o que denomina de “catimba constitucional”.
Ruptura com as convenções do direito
Glezer explicou que a “catimba” caracteriza-se por jogadas onde a legalidade permanece questionável, mantendo certo respeito às convenções. Nesse contexto, resta margem para debates sobre a licitude dos atos praticados.
O especialista ressaltou que o cenário atual difere completamente dessa dinâmica anterior. “O que observamos é uma ruptura com as convenções, com a doutrina, com os precedentes, configurando uso puramente estratégico”, declarou.
Conforme sua análise, o emprego dos votos revela-se insincero e as decisões não representam genuinamente os conflitos em disputa. Tal situação configura um “esgarçamento completo do direito”.
Imprevisibilidade e instabilidade institucional
O grau de imprevisibilidade no cenário político permanece em patamares elevados, dificultando a compreensão pública dos acontecimentos. O mercado financeiro enfrenta obstáculos ao tentar precificar as condições institucionais futuras.
Segundo especialistas consultados, os indicadores encontram-se “completamente invertidos” e a imprevisibilidade “ultrapassou os limites aceitáveis”. A crise institucional torna-se cada vez mais complexa de compreender pela população em geral.
Fonte: CNN Brasil
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