Meta busca que TikTok e YouTube adotem mesmas restrições para adolescentes
Da Redação
A Meta, proprietária do Instagram e Facebook, tenta estabelecer novo padrão na indústria de redes sociais. Após ser condenada a pagar até US$ 17,1 bilhões para encerrar processo sobre proteção de menores, a empresa pressiona concorrentes a adotarem restrições similares.
Medidas implementadas
O acordo divulgado esta semana obriga a Meta a modificar como menores usam seus aplicativos. As restrições incluem limites diários de tempo de uso, fortalecimento de controles parentais e bloqueio de notificações em horários escolares.
A plataforma limitará inicialmente o uso a duas horas diárias para menores de idade. Este limite pode reduzir para uma hora caso YouTube e TikTok implementem medidas equivalentes simultaneamente.
Estratégia financeira
Para incentivar adesão dos concorrentes, Meta ofereceu mecanismo financeiro inovador. Se YouTube e TikTok pagarem juntas US$ 5 bilhões aos estados, Meta arcará com os restantes US$ 5 bilhões de sua obrigação total.
A lógica da empresa é evitar migração de adolescentes para plataformas sem restrições. Limitar uso apenas em seus aplicativos criaria desvantagem competitiva significativa no mercado.
Resposta dos concorrentes
YouTube recusou-se a comentar publicamente sobre o assunto até o momento. TikTok também não respondeu aos pedidos de manifestação sobre a proposta apresentada.
Meta publicou carta aberta às duas empresas pedindo participação no novo padrão de segurança infantil que propõe implementar em toda indústria.
Fonte: Olhar Digital
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