“O reajuste teria que ser feito antes”, diz Fábio Garcia sobre aumento do Bolsa Família

Declaração ocorreu durante evento político em Cuiabá que reuniu apoiadores da candidatura de Otaviano Pivetta
O deputado federal e candidato à reeleição Fábio Garcia (União) afirmou que o reajuste do Bolsa Família deveria ter sido realizado antes do período eleitoral. Apesar de criticar o momento da correção, ele reconheceu que o aumento do custo de vida reduziu o poder de compra das famílias brasileiras.
A declaração ocorreu durante o evento “Arrancada Pra Vitória”, realizado no bairro CPA, em Cuiabá, pelo governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos).
“O Bolsa Família é um programa importante do nosso país, para aquelas pessoas que precisam de uma renda para sobreviver e subsistência. O reajuste teria que ser feito antes. Óbvio que o custo de vida no Brasil, do brasileiro, cresceu muito, então a gente perdeu o poder de compra, todos os brasileiros perderam o poder de compra”, afirmou Fábio.
Em seguida, o deputado voltou a defender que a atualização ocorresse com maior antecedência em relação às eleições.
“Eu defendo que o reajuste aconteça antes, muito antes do período eleitoral. Mas há que se reconhecer que o custo de vida do brasileiro cresceu muito, subiu muito, e a vida está custando muito caro no Brasil”, disse.
O governo federal oficializou em 17 de setembro o reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a correção, o benefício mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio estimado também subiu de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a valer na folha de outubro.
A atualização foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120 e corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Segundo o governo, a medida busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias.
O reajuste também altera outros valores do programa. O Benefício de Renda de Cidadania passou para R$ 164 por integrante da família, enquanto o Benefício Primeira Infância ficou em R$ 173 e o Benefício Variável Familiar em R$ 58, conforme as regras previstas para cada grupo.
A atualização ocorre poucos dias antes do primeiro turno das eleições. Fábio Garcia questionou justamente o momento escolhido para a mudança, mas afirmou que a recomposição é necessária diante da inflação e da perda do poder de compra.
O governo federal, por sua vez, afirma que o reajuste não representa uma elevação feita de forma discricionária, mas uma correção pela inflação acumulada medida pelo INPC desde março de 2023, quando foi retomado o atual modelo do Bolsa Família.
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