“Pegaram, escanearam a assinatura”, diz Abilio sobre documento apresentado pela Energisa

Set 25, 2026 - 06:08
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“Pegaram, escanearam a assinatura”, diz Abilio sobre documento apresentado pela Energisa
“Pegaram, escanearam a assinatura”, diz Abilio sobre documento apresentado pela Energisa

Prefeitura afirma que papel foi usado para justificar cobrança de iluminação de áreas privadas na conta do município

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou na quarta-feira (23) que a Prefeitura identificou um documento que considera falso entre os papéis apresentados pela Energisa para justificar a cobrança, do município, pela iluminação de vias internas de condomínios fechados. Segundo ele, o documento reproduz a assinatura do diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, sem ter sido produzido ou autorizado pela administração municipal.

A suspeita surgiu durante um levantamento realizado por técnicos da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), que atualizavam o cadastro dos pontos de iluminação pública para a substituição de luminárias convencionais por modelos de LED. Na conferência, foram identificados pontos instalados dentro de condomínios fechados que estavam sendo incluídos no faturamento pago pela Prefeitura.

A partir do questionamento feito pela administração, a Energisa apresentou documentos para comprovar que havia autorização do município para a manutenção dessas cobranças. De acordo com Abilio, um dos papéis chamou atenção por apresentar uma reprodução da assinatura de Wellaton.

“Um desses papéis era um documento falso que tinha uma assinatura não feita pelo Wellaton. Pegaram, escanearam uma assinatura do Wellaton e imprimiram falando que ele tinha dado [o aceite]”, afirmou o prefeito.

A Prefeitura sustenta que o documento não foi produzido pela Limpurb nem protocolado oficialmente pelo município. Segundo a administração, a concessionária informou que o material teria sido entregue por uma construtora ligada aos empreendimentos. A origem e as circunstâncias envolvendo o documento ainda serão apuradas.

Ressarcimento

Além da suspeita documental, a Prefeitura abriu uma auditoria para calcular quanto foi pago nos últimos cinco anos pela iluminação de áreas internas de condomínios fechados. O município pretende encaminhar o levantamento ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e buscar o ressarcimento dos valores aos cofres públicos.

A gestão municipal afirma que a iluminação das vias internas de condomínios privados não deve ser custeada com recursos públicos e que essas contas devem ficar sob responsabilidade dos próprios empreendimentos. A Prefeitura também reforçou que não está criando uma nova taxa para os moradores.

A Energisa afirmou que a definição sobre quais áreas são consideradas públicas para fins de iluminação cabe ao município e que, após a revisão feita pela Prefeitura em 2026, os pontos localizados dentro dos condomínios deixaram de ser incluídos no faturamento da iluminação pública municipal.

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