Aprosoja percorre 1,8 mil km de rodovias e aponta gargalos logísticos no leste de MT
Vistorias identificaram trechos que precisam de manutenção e melhorias; mais de 100 km sem pavimentação na BR-158 continuam dificultando o transporte de cargas
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) percorreu aproximadamente 1.890 quilômetros de rodovias estaduais e federais durante uma série de vistorias técnicas realizadas entre os dias 19 e 23 de outubro, no leste do estado. O levantamento abrangeu corredores logísticos de Paranatinga, Canarana, Querência, Araguaia-Xingu, Água Boa e Gaúcha do Norte, em um percurso total de 3.200 quilômetros.
A equipe avaliou as condições de conservação das estradas, acompanhou obras de pavimentação e restauração e identificou pontos que precisam de manutenção e melhorias. Foram vistoriados trechos das rodovias MT-109, MT-110, MT-243, MT-322, MT-412, MT-430, MT-437, MT-326, MT-240, MT-020, MT-427 e MT-129, além da BR-158.
Um dos principais problemas identificados está na BR-158, onde mais de 100 quilômetros permanecem sem pavimentação na região da Terra Indígena Marãiwatsédé. Durante o período chuvoso, as condições da estrada dificultam o transporte de insumos e o escoamento da produção de soja e milho. A conclusão das obras do Contorno Leste é apontada pela entidade como fundamental para superar esse gargalo.
Segundo o vice-presidente Norte e coordenador da Comissão de Logística da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, o monitoramento permite identificar as necessidades de infraestrutura em regiões com potencial agrícola, mas que ainda enfrentam dificuldades de acesso e transporte.
“Percorremos aproximadamente 3.200 quilômetros pelas regiões do Araguaia e do Xingu e identificamos importantes demandas de infraestrutura. Apesar do grande potencial agrícola dessas regiões, ainda existem dificuldades logísticas que encarecem o transporte de insumos e o escoamento da produção, impactando diretamente os custos dos produtores rurais”, afirmou.
Durante as vistorias, também foram acompanhadas obras de pavimentação em diferentes rodovias. Balistieri citou intervenções na MT-110, entre Canarana e Querência; na MT-109, entre Espigão do Leste e Canabrava do Norte; na MT-430, em direção à Vila Carmelita; e na MT-326, na região de Nova Nazaré, utilizada no transporte de calcário de Cocalinho.
Na região de Querência, a Aprosoja aponta a pavimentação das MT-110 e MT-109 como alternativa à BR-158. O corredor prevê uma ligação pelo lado oeste, passando por Canarana, Querência, Espigão do Leste e Canabrava do Norte, com conexão posterior ao eixo da BR-158. Parte do trajeto já está pavimentada, enquanto outros trechos têm obras em andamento ou ainda estão em fase de projeto.
O vice-presidente Leste da entidade, Lauri Pedro Jantsch, avalia que a conclusão desse corredor poderá ampliar as opções de transporte e reduzir as dificuldades enfrentadas pelos produtores, principalmente durante as chuvas.
Em Canarana, a equipe também identificou problemas relacionados à conservação do pavimento e à falta de acostamentos adequados. O vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Diego Dall Asta, destacou que, embora as rodovias MT-326 e MT-020 tenham recebido melhorias no pavimento e na sinalização, ainda há pontos que exigem intervenções.
As informações coletadas serão reunidas em relatórios técnicos e encaminhadas aos órgãos responsáveis. A entidade pretende utilizar os dados para acompanhar obras e cobrar providências relacionadas à manutenção, conservação e melhoria das rodovias.
O monitoramento faz parte do trabalho permanente da Comissão de Logística da Aprosoja MT, que acompanha as condições das estradas utilizadas nos principais corredores de produção agrícola de Mato Grosso.
Fonte: MT+
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