“Ele não era faccionado”, diz delegado sobre trabalhador encontrado em cova rasa em MT; VEJA VÍDEO
Trabalhador de 23 anos estava desaparecido desde março de 2024; identidade dos restos mortais depende de confirmação por exame de DNA
A Polícia Civil localizou, na manhã desta quarta-feira (21), restos mortais enterrados em uma cova rasa em uma área de mata às margens da MT-322, na saída da balsa do Rio Xingu, na zona rural de São José do Xingu. A principal suspeita é de que o corpo seja de um trabalhador de 23 anos desaparecido desde 30 de março de 2024.
Segundo o delegado de Polícia Civil de São José do Xingu, Onias Stevam, as investigações indicam que o trabalhador pode ter sido sequestrado e morto por integrantes de uma facção criminosa, sob a suspeita de pertencer a um grupo rival. “Ele não era faccionado, isso foi uma desculpa da facção para matar ele”, afirmou.
A localização ocorreu após meses de investigação, com apoio da Polícia Civil e da Politec de Confresa e de cães do Corpo de Bombeiros de Barra do Garças. Os restos mortais foram encaminhados para exames periciais, incluindo análise de DNA, para confirmar a identidade da vítima.
O trabalhador era natural do Tocantins e havia chegado à região com outros três colegas para trabalhar em uma fazenda. No dia em que desapareceu, saiu da propriedade rural para comprar mantimentos e não retornou.
Dias depois, a motocicleta utilizada por ele foi encontrada queimada em outra área de mata, a aproximadamente 10 quilômetros do local onde os restos mortais foram localizados nesta quarta-feira. A suspeita é de que a destruição do veículo tenha sido uma tentativa de dificultar as investigações.
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar os responsáveis pelo homicídio. A confirmação da identidade da vítima dependerá dos exames de DNA realizados pela Politec.
Fonte: MT+
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