Entidades de comércio e turismo pedem ao Senado adiamento de votação sobre PEC 6×1

*Da Redação*
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e suas 34 federações filiadas iniciaram mobilização nacional. O objetivo é solicitar ao Senado o adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6×1.
A campanha utiliza o lema “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”. As entidades argumentam que modificação constitucional dessa magnitude não deveria ser votada durante período eleitoral.
Cenário econômico desfavorável
Conforme a CNC, o setor terciário enfrenta juros elevados, crédito restrito e alto endividamento das famílias. A confederação também aponta redução de investimentos e inadimplência recorde entre empresas como fatores críticos.
O fim da “Taxa das Blusinhas” amplia concorrência com produtos importados, pressionando ainda mais o varejo nacional. Dados da confederação indicam que mais de 90% dos trabalhadores do setor atuam no regime 6×1 atualmente.
Possíveis impactos operacionais
Segundo a CNC, redução compulsória da jornada elevaria custos operacionais das empresas significativamente. Esse aumento poderia resultar em repasse de preços ao consumidor e diminuição de vagas formais.
A confederação também teme crescimento da informalidade como consequência direta das mudanças. Essas preocupações fundamentam a posição contrária ao timing da votação.
Posição da liderança institucional
José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, afirmou que a entidade não se opõe ao debate sobre melhores condições de trabalho. Tadros defendeu que o tema seja tratado com cautela e embasamento técnico adequado.
“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade”, declarou Tadros durante manifestação.
Alternativa proposta pela confederação
A CNC sustenta que eventuais mudanças na jornada de trabalho deveriam ocorrer por meio de convenções e acordos coletivos. Esse mecanismo está previsto na legislação trabalhista desde a reforma de 2017.
O modelo permitiria maior flexibilidade conforme realidades específicas de cada segmento econômico. Essa abordagem seria mais adequada aos desafios localizados de diferentes setores.
Fonte: InfoMoney
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