Fazenda aponta custo elevado do crédito como causa do aperto nas famílias

Da Redação
O Ministério da Fazenda divulgou terça-feira dados sobre endividamento das famílias brasileiras. De acordo com a pasta, o nível da dívida permanece estável há três anos. O real problema está nas modalidades caras, como cartão rotativo e cheque especial.
Crédito cresce moderadamente
Rafael Leão, subsecretário de política macroeconômica, afirma que o crédito cresce de forma “muito moderada” historicamente. Ele destaca que o rotativo funciona a juros de quase 436% ao ano. Outras modalidades como parcelado e cheque especial também encareceram com a alta da taxa Selic.
Redução de juros deve aliviar pressão
O subsecretário menciona que esses custos tendem a diminuir com a redução da Taxa Selic. O Banco Central reduziu a taxa de 14% para 13,75% ao ano na semana anterior. “Conforme a política monetária se flexibiliza, esse aperto afrouxará especialmente nessas modalidades mais caras”, destacou Leão.
Endividamento influencia projeção econômica
Os dados foram apresentados durante divulgação do boletim macrofiscal. O endividamento contribuiu para revisão da projeção de crescimento econômico para 2% em 2026. A previsão anterior era de 2,3% feita em julho.
Análise compara modalidades de crédito
O estudo da Fazenda avaliou o comportamento do crédito em relação ao Produto Interno Bruto. O objetivo foi “jogar luz” na questão e identificar possível “ruptura ou estresse no mercado”. Leão explica que o estoque de crédito cresceu menos que em outros períodos.
O subsecretário ressalta ainda que as dívidas das famílias foram alongadas com ofertas de garantias. Ele aponta que o problema concentra-se no segmento de crédito livre.
Fonte: InfoMoney
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