Taxa de sindicalização se mantém em 8,8% em 2025

Da Redação
A taxa de sindicalização no Brasil apresentou estabilidade em 2025. Segundo o IBGE, a filiação de trabalhadores a sindicatos permaneceu em 8,8%, representando 9,1 milhões de pessoas. Este resultado marca uma pausa na trajetória de reduções dos últimos anos.
O cenário contrasta com o histórico de quedas contínuas. A taxa passou de 16,1% em 2012 para 8,8% em 2025, passando por 11% em 2020 e 9,2% em 2022. A estabilidade atual resulta do acréscimo de 812 mil novos associados registrado em 2024.
Variações regionais da sindicalização
O percentual de trabalhadores sindicalizados não é uniforme no país. O Sul lidera com 9,7%, seguido do Nordeste com 9,2%, Sudeste com 8,8%, Centro-Oeste com 8,0% e Norte com 7,0%.
Sindicalização por setor de atividade
Os setores apresentam taxas distintas de filiação sindical. Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura lideram com 14,7%, enquanto Administração pública registra 14,6%. A Indústria geral ocupa terceiro lugar com 11,4%.
Nas posições inferiores estão Serviços domésticos (2,5%), Construção (3,6%) e Outros serviços (3,6%). Desde 2012, todos os setores apresentaram redução nas taxas de sindicalização. Transporte, armazenagem e correio tiveram a maior queda: 12,4 pontos percentuais.
Perfil dos trabalhadores sindicalizados
Entre os 9,1 milhões de sindicalizados, empregados públicos registram maior taxa: 18,4%. Empregados privados com carteira assinada alcançam 11,3%, enquanto trabalhadores domésticos ficam em 2,8%.
Quanto à educação, 38,2% dos sindicalizados possuem superior completo e 37,7% têm médio completo. Apenas 15,7% não têm instrução ou possuem fundamental incompleto. Entre 2024 e 2025, não houve variação significativa entre as categorias de emprego.
Fonte: InfoMoney
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