Rios diz que Wanderley prometia cassação de Flávia e negociava cargos na Prefeitura

Out 22, 2026 - 08:32
Atualizado: 2 dias ago
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Rios diz que Wanderley prometia cassação de Flávia e negociava cargos na Prefeitura

Segundo o vereador, presidente da Câmara de Várzea Grande usava a expectativa de saída da prefeita para atrair apoio antes da eleição da Mesa Diretora

O vereador Bruno Rios (PL) afirmou que o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), dizia a outros parlamentares que a prefeita Flávia Moretti (PL) seria cassada pela Justiça Eleitoral e já negociava a distribuição de cargos na Prefeitura. Segundo Rios, as articulações ocorreram antes da eleição da Mesa Diretora, em maio deste ano.

“Na véspera da eleição da Mesa Diretora, haveria um julgamento da então prefeita Flávia Moretti no TRE. Ele mesmo vendia aos colegas vereadores a promessa de que ela seria cassada e já loteava a Prefeitura de Várzea Grande devido à cassação”, declarou.

Segundo Bruno Rios, a expectativa de uma mudança no comando do Executivo teria influenciado a adesão de parlamentares ao grupo de Wanderley.

“Alguns, em virtude da expectativa de um crescimento de poder nisso, acabaram sendo agregados”, afirmou.

A eleição ocorreu em 14 de maio, quando Wanderley venceu Lucas do Chapéu do Sol (PL), aliado de Flávia Moretti, por 12 votos a 11. A disputa ganhou peso político após a renúncia do vice-prefeito Tião da Zaeli, em março. Com a saída dele, o presidente da Câmara passou a ocupar a primeira posição na linha sucessória da Prefeitura em caso de afastamento da prefeita.

INVESTIGAÇÃO DO GAECO

As declarações foram feitas em meio à Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura suspeitas de compra de votos e negociação de apoio político em troca de vantagens indevidas na eleição da Mesa Diretora.

A operação teve como alvos 13 vereadores de Várzea Grande e cumpriu mandados de busca e apreensão. Ao todo, foram expedidas 30 ordens judiciais, conforme informações divulgadas sobre a ação.

Wanderley Cerqueira questionou a operação e classificou a atuação do Gaeco como “estranha”. As suspeitas seguem sob investigação e não representam comprovação de culpa dos envolvidos.

Fonte: MT+

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