Servidora do TJMT resgata paixão pelo teatro e vira destaque em podcast da Rádio TJMT

Out 15, 2026 - 08:46
Atualizado: 14 horas ago
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Servidora do TJMT resgata paixão pelo teatro e vira destaque em podcast da Rádio TJMT

A paixão pelo teatro voltou a ocupar um lugar central na vida de Maeve Laura de Campos, gestora da 3ª Vara Cível da Comarca de Várzea Grande. Servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ela mantém a carreira no Judiciário enquanto investe na formação como atriz e cultiva o interesse pela escrita, pela dança e pelo canto coral.

A história de Maeve é destaque na segunda edição do podcast Judcultura, iniciativa da Rádio TJMT criada para celebrar o Mês do Servidor. O projeto apresenta experiências e talentos dos profissionais que vão além das atividades desempenhadas no tribunal.

Teatro despertou vocação na adolescência

O contato mais marcante de Maeve com as artes ocorreu durante os estudos na Escola Técnica Federal de Mato Grosso. Aos 15 anos, ela começou a frequentar aulas de teatro e participou de um festival que despertou o desejo de escrever sua primeira peça, a comédia O Maldito Camelô.

A experiência deixou uma lembrança importante e fortaleceu sua vontade de manter a arte presente na vida. Com o ingresso na faculdade de Direito e o início da rotina profissional, porém, foi necessário dividir o tempo entre os compromissos de trabalho e os interesses pessoais.

Mesmo com as mudanças na rotina, a escrita continuou. Em 2015, Maeve publicou o e-book de suspense O Feriado Sangrento, voltado ao público jovem adulto e disponibilizado na Amazon.

Entre suas referências literárias estão Agatha Christie e Luís Fernando Veríssimo. Em 2017, ela também integrou a antologia de poemas Além da Terra, Além do Céu, publicada pela editora Chiado. A obra ganhou uma segunda edição com sua participação e teve lançamento no Teatro Gazeta, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Em 2023, sua trajetória literária também foi apresentada no projeto Autores do Judiciário, promovido pelo próprio tribunal.

Formação de atriz marca retorno aos palcos

Depois de explorar diferentes formas de expressão, Maeve retomou o teatro de maneira mais intensa. Atualmente, ela frequenta o curso de formação de atores no Teatro Encantaria, onde busca desenvolver técnicas e aprimorar sua atuação.

Para a servidora, essa retomada tem um significado pessoal que vai além de aprender a interpretar personagens. Ela define o teatro como seu “porto seguro”, espaço em que encontra acolhimento e liberdade para se expressar.

Neste ano, Maeve participou do espetáculo Auto de Zeca Violeiro, apresentado em julho no Cine Teatro Cuiabá. Ela também já passou pelo Sesc Arsenal, durante o projeto Palco Giratório.

Ao olhar para a adolescente que descobriu o teatro, a artista reconhece que a inspiração e a vontade de criar continuam presentes. Para ela, os sonhos e a alegria daquela época permanecem vivos, mesmo com as responsabilidades que vieram com a vida adulta.

Vida profissional não resume a identidade

A experiência de Maeve reforça a importância de preservar interesses pessoais mesmo diante de uma rotina de trabalho exigente. Na avaliação dela, as artes oferecem oportunidades de autoconhecimento, expressão e participação na sociedade.

Embora reconheça a importância da profissão, a servidora defende que o trabalho não deve definir todas as dimensões da vida. Atividades culturais, exercícios físicos e outros hobbies podem abrir caminhos para novas experiências e contribuir para o bem-estar.

Durante o Mês do Servidor, sua mensagem aos colegas é que não deixem os próprios sonhos de lado por receio de começar sozinhos. Ela incentiva quem deseja pintar, dançar ou ler a dar o primeiro passo, com ou sem companhia.

A trajetória de Maeve mostra que retomar uma paixão não exige abandonar a carreira ou mudar toda a rotina. O primeiro passo pode ser reservar um tempo para uma atividade que desperte interesse e permitir que novas experiências surjam ao longo do caminho.

Como ouvir a entrevista do Judcultura

A entrevista completa com Maeve Laura de Campos está disponível no podcast Judcultura, da Rádio TJMT, na plataforma Spotify.

O episódio apresenta detalhes da trajetória da servidora, sua relação com a literatura e o retorno aos palcos, além de reflexões sobre a importância de manter os interesses pessoais para além das obrigações profissionais.

FONTE: CENÁRIO MT

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