Advogado nega que produtor rural tenha arrastado esposa em Sorriso: “Ela pulou no capô”

Out 26, 2026 - 10:31
Atualizado: 1 hora ago
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Advogado nega que produtor rural tenha arrastado esposa em Sorriso: “Ela pulou no capô”

Willian Puhl contesta relato da esposa, afirma que gravações sustentam a versão do cliente e confirma que ele responde por lesão corporal após ser solto com medidas cautelares

O advogado Willian Puhl negou que o produtor rural envolvido no caso registrado em frente a um motel de Sorriso (397 km de Cuiabá) tenha atropelado ou arrastado a esposa. Neste domingo (25), ele afirmou que a mulher teria subido no capô da caminhonete e caído quando o motorista parou.

“Não houve atropelamento, tá? Não houve, ela não foi arrastada. O que na verdade aconteceu, e isso as próprias gravações, as mídias que foram divulgadas, comprovam esse fato”, declarou.

De acordo com Puhl, a mulher ficou diante do veículo enquanto o marido tentava sair do local. Próximo à BR-163, ela teria pulado sobre o capô e escorregado quando o motorista interrompeu o deslocamento.

A defesa também questionou a versão da vítima sobre as lesões. O advogado afirmou que um bombeiro ouvido durante o procedimento policial teria considerado as escoriações incompatíveis com as de alguém arrastado por uma caminhonete.

“Ela deu uma versão sobre os fatos fora da realidade, talvez no calor do momento, pelo tudo que aconteceu. Mas a verdade é: não houve nenhum atropelamento, não houve nenhuma situação onde ela teria sido arrastada pelo veículo”, disse.

O advogado acrescentou que uma das gravações mostraria a parte inferior do veículo sem a presença de alguém sendo arrastado. Segundo ele, os registros foram apresentados no processo. A versão da defesa, no entanto, ainda precisa ser avaliada pelas autoridades junto às demais provas.

Puhl negou ainda que o cliente tenha deixado a esposa sem assistência. Segundo ele, o produtor rural desceu da caminhonete e se aproximou da mulher após a queda, mas foi embora quando a mãe dela chegou. O advogado afirmou que o cliente pretendia retornar mais tarde para conversar com a esposa.

Liberdade provisória

O produtor rural passou por audiência de custódia no sábado (24) e recebeu liberdade provisória, com medidas cautelares. Conforme o advogado, não houve pagamento de fiança e a autoridade policial enquadrou o caso como lesão corporal no contexto de violência doméstica, com base no artigo 129, parágrafo 13, do Código Penal.

“Diante desse contexto, a autoridade policial não enquadrou, não tipificou, não indiciou ele pela tentativa de homicídio, uma vez que não restou configurado esse crime, e indiciou ele pelo crime de lesão corporal”, afirmou Puhl. A defesa ressaltou que o cliente não foi indiciado por tentativa de homicídio ou feminicídio.

Relembre o caso

O episódio ocorreu na sexta-feira (23), em frente a um motel às margens da BR-163, em Sorriso. A mulher foi ao estabelecimento com a mãe após receber informações de que o marido estaria no local com outra mulher.

Quando o produtor rural deixou o motel em uma caminhonete, os dois discutiram. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a mulher ao lado do veículo em movimento e o momento em que ela cai no asfalto.

À Polícia Militar, a mulher relatou ter sido atropelada e arrastada pelo marido. Ela sofreu escoriações, recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sorriso.

O homem foi localizado posteriormente pela Polícia Militar na BR-163, no sentido de Sinop, e levado à delegacia. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do episódio.

Fonte: MT+

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