Alerta em Cuiabá: ovos do Aedes aegypti resistem até 450 dias sem água e exigem atenção no início das chuvas

Out 20, 2026 - 06:33
Atualizado: 10 horas ago
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Alerta em Cuiabá: ovos do Aedes aegypti resistem até 450 dias sem água e exigem atenção no início das chuvas

Com o início do período chuvoso em Mato Grosso nos meses de outubro e novembro, a combinação de calor e água acumulada aciona o alarme para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) faz um alerta preventivo à população: os ovos do vetor possuem alta resistência e podem permanecer viáveis por até 450 dias (15 meses) em locais secos, aguardando o primeiro contato com a água das chuvas para eclodir.

De janeiro a outubro de 2026, Cuiabá registrou 853 casos autóctones de dengue e três óbitos. Para coibir o avanço da doença, as equipes de vigilância vetorial já vistoriaram mais de 885 mil imóveis na capital, eliminando 26,3 mil depósitos de água parada.

10 orientações fundamentais de prevenção e cuidado

A Secretaria de Saúde elenca os principais aspectos biológicos do mosquito e os cuidados com a saúde em caso de contaminação:

  1. Esfregar as paredes dos recipientes: Apenas descartar a água parada não basta; é necessário esfregar com bucha ou escova as bordas de pratos, vasilhames e calhas para arrancar os ovos aderidos às superfícies;

  2. Criadouros em pequenos objetos: Tampinhas de garrafa, vasos de plantas e embalagens plásticas descartadas no quintal acumulam volume suficiente para o desenvolvimento das larvas;

  3. Vistoria semanal na chegada das chuvas: Calhas, calhas de teto e lajes que passaram meses secas voltam a acumular água e precisam de inspeção periódica;

  4. Hábitos diurnos: O mosquito pica preferencialmente no início da manhã e no fim da tarde. O uso de repelentes corporais é recomendado;

  5. Atenção aos sinais de alarme: A fase mais crítica da doença ocorre quando a febre cede (entre o 3º e o 7º dia). Dor abdominal intensa, vômitos contínuos, tontura e sangramentos exigem socorro médico imediato;

  6. Risco na reinfecção: Existem quatro sorotipos do vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Uma segunda infecção por outro sorotipo aumenta o risco de evolução para a forma grave da doença;

  7. Três doenças, um vetor: Dengue, zika e chikungunya compartilham o mesmo transmissor. A chikungunya destaca-se por dores articulares severas que podem persistir por meses;

  8. Remédios proibidos: Em caso de suspeita, medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS), ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno devem ser evitados, pois aumentam o risco de hemorragias;

  9. Diagnóstico e testes: Exames de PCR e antígeno NS1 são indicados nos primeiros dias de sintomas; testes de anticorpos aplicam-se a fases posteriores. O atendimento inicial deve ser feito nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá;

  10. Infectados também devem usar repelente: Durante a fase de viremia (vírus circulante no sangue), a pessoa doente que é picada transmite o vírus para novos mosquitos, perpetuando o ciclo na vizinhança.

Onde buscar atendimento em Cuiabá

Em caso de sintomas iniciais (febre, dor no corpo ou atrás dos olhos), o morador deve procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima para avaliação médica.

Diante de sinais de gravidade (dor abdominal forte, vômitos persistentes, sangramentos nas mucosas, tontura ou falta de ar), o paciente deve ser levado imediatamente a uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou Policlínicas 24 horas da capital.

Fonte: Cenário MT

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