Brasil destaca-se em demanda aérea doméstica em agosto

Out 01, 2026 - 07:37
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Brasil destaca-se em demanda aérea doméstica em agosto

Da Redação

A demanda global de passageiros em companhias aéreas recuou 0,8% em agosto comparado ao mesmo período de 2023. Segundo a Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA), a métrica de passageiros por quilômetros pagos encolheu após avanço marginal em julho.

A demanda internacional caiu 0,9% enquanto o tráfego doméstico contraiu 0,5% no mês. O Brasil emergiu como exceção positiva neste contexto desfavorável do mercado aeroportuário mundial.

Brasil em alta

O tráfego doméstico brasileiro cresceu 4,3% na comparação anual, desacelerando em relação aos 6,0% de julho. A capacidade medida em assentos por quilômetro ofertado expandiu-se 8,0%, ritmo mais acelerado entre os seis principais mercados domésticos.

Porém, o fator de ocupação brasileiro caiu 2,9 pontos percentuais, chegando a 82,1%. A oferta de assentos cresceu quase ao dobro do aumento do tráfego, sinalizando excesso de capacidade no setor.

Cenário global desafiador

A IATA atribuiu a desaceleração ao declínio profundo no Oriente Médio e América do Norte. Excluindo transportadoras do Oriente Médio, o tráfego global cresceu 0,6% na comparação anual.

A entidade projeta aumento de 1,6% na capacidade de assentos em setembro e 2,0% em outubro, ambos na comparação com período anterior.

Desempenho regional

O tráfego das transportadoras do Oriente Médio caiu 14,6% na comparação anual, aprofundando-se em relação aos 9,7% registrados em julho. A capacidade contraiu 9,3%, reduzindo o PLF para 78,9%.

Nos Estados Unidos, as aéreas relataram queda de 2,2% no tráfego, marcando o quarto mês consecutivo de contração. A capacidade diminuiu 1,0%, resultando em fator de ocupação de 84,6%.

A América Latina e Caribe registrou o crescimento mais forte de tráfego entre todas as regiões em agosto. A demanda aumentou 5,3% impulsionada pelo tráfego internacional que avançou 6,7%.

A capacidade na região cresceu 6,3% enquanto o fator de ocupação diminuiu 0,8 ponto percentual para 84,0%. As transportadoras africanas apresentaram crescimento de demanda de 4,4% com capacidade expandindo 7,2%.

A Ásia-Pacífico registrou aumento de 1,4% no tráfego de passageiros na comparação anual. A capacidade expandiu-se 1,3%, elevando o fator de ocupação para 85,9%, recorde para agosto na região.

As companhias aéreas europeias registraram aumento de 0,7% no tráfego sustentado por crescimento de 2,1% na demanda internacional. O fator de ocupação europeu atingiu 87,5%, maior entre as regiões.

Principais mercados domésticos

A China registrou o crescimento mais forte entre os principais mercados domésticos, com RPK aumentando 5,8% na comparação anual. A capacidade aumentou 6,5% enquanto o fator de ocupação diminuiu para 85,7%.

A Austrália registrou aumento de 2,3% no RPK doméstico com capacidade aumentando apenas 0,4%. O fator de ocupação subiu 1,6 ponto percentual para 85,8%, maior ganho entre mercados domésticos em agosto.

O Japão retornou à contração com tráfego doméstico diminuindo 2,0% na comparação anual. A capacidade caiu 2,1% mantendo fator de ocupação estável em 90,0%, o mais alto entre os seis principais mercados.

O mercado doméstico dos Estados Unidos registrou queda de 2,9% no RPK, mais acentuada que julho. A capacidade diminuiu 1,1% e o fator de ocupação caiu para 83,0%.

A Índia registrou o maior declínio de tráfego entre os principais mercados domésticos, com RPK caindo 7,5% na comparação anual. A capacidade contraiu 1,2% resultando em fator de ocupação de 78,7%, o menor entre os seis mercados.

Tráfego internacional

O tráfego internacional de passageiros permaneceu abaixo do nível do ano anterior em agosto. As companhias aéreas da América Latina, Caribe, África e Europa relataram crescimento enquanto Ásia-Pacífico, América do Norte e Oriente Médio registraram declínios.

As transportadoras da América Latina e Caribe registraram aumento de 6,7% no tráfego internacional com capacidade aumentando 6,4%. O fator de ocupação subiu para 84,8%.

As aéreas africanas também registraram aumento de 6,7% no tráfego internacional com capacidade expandindo 8,3%. O fator de ocupação atingiu 78,4%, o mais baixo entre as regiões.

Para as transportadoras da Europa, o RPK internacional aumentou 2,1% na comparação anual. A capacidade subiu 2,8% resultando em fator de ocupação de 86,8%.

O tráfego internacional das companhias aéreas da Ásia-Pacífico permaneceu praticamente inalterado em relação ao ano anterior, sem variação significativa.

Fonte: InfoMoney


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