Gasolina chega a R$ 7,19 e etanol a R$ 4,39 em postos de Cuiabá
Valor do litro subiu R$ 0,20 na gasolina e R$ 0,22 no etanol em relação aos preços anteriores
O preço do litro do etanol chegou a R$ 4,39 e o da gasolina comum a R$ 7,19 em postos acompanhados pela reportagem nesta quarta-feira (23), em Cuiabá. Até então, os valores encontrados eram de R$ 4,17 e R$ 6,99, respectivamente.
Com o reajuste, o etanol subiu R$ 0,22 por litro, uma alta de aproximadamente 5,3%. Na gasolina, o aumento foi de R$ 0,20, equivalente a cerca de 2,9%.
Para quem abastece 50 litros, a diferença representa R$ 11 a mais no tanque com etanol e R$ 10 adicionais com gasolina.
Os novos valores aparecem após a alta registrada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no mercado de Mato Grosso. Entre os dias 13 e 19 de setembro, o preço médio do etanol no Estado subiu 6,81%, passando para R$ 4,08 por litro. Foi a maior alta entre os estados pesquisados pela agência. No país, a média avançou 0,99%.
Em Cuiabá, a pesquisa da ANP no mesmo período apontou preço médio de R$ 4,17 para o etanol e de R$ 6,97 para a gasolina comum. Entre os estabelecimentos pesquisados, a gasolina chegou a R$ 6,99.
Os valores de R$ 4,39 no etanol e R$ 7,19 na gasolina encontrados posteriormente mostram que a pressão sobre os preços continuou após a coleta oficial da agência.
A alta ocorre enquanto está em vigor a gasolina E32, que passou a ter 32% de etanol anidro em sua composição desde 1º de agosto. A medida substituiu temporariamente a mistura anterior, de 30%.
O governo federal também estuda a possibilidade de elevar a proporção para 35%, mas o chamado E35 ainda não está em vigor e depende de avaliação técnica e de nova decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
A elevação dos preços, porém, não pode ser atribuída exclusivamente à mudança na mistura. Segundo a ANP, o valor final dos combustíveis envolve diferentes componentes, como preços de produtores e refinarias, tributos, custos do biocombustível, despesas operacionais e margens de distribuição e revenda.
Desde 2002, os preços dos combustíveis são livres no Brasil e não existe tabelamento oficial.
Fonte: MT+
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