Governador quer que Forças Armadas assumam vigilância da fronteira de MT com a Bolívia
Pivetta afirma que vai procurar Lula para cobrar reforço federal nos cerca de 900 quilômetros de divisa e defende uso de tecnologia para conter a entrada de drogas
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que vai procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para pedir maior presença das Forças Armadas na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Segundo ele, a fiscalização dos cerca de 900 quilômetros de divisa deve ser tratada como uma responsabilidade nacional, e não apenas do governo estadual.
“Nós temos 900 quilômetros de fronteira com a Bolívia. Esses 900 quilômetros de fronteira com a Bolívia não são fronteira de Mato Grosso, são fronteira do Brasil, companheiro. Então aí é que nós precisamos da presença do governo federal”, declarou.
Pivetta defendeu uma parceria entre os governos estadual e federal, com a adoção de equipamentos modernos de monitoramento para identificar e impedir a entrada de entorpecentes no país. Ele afirmou que pretende tratar diretamente do assunto com Lula.
“Vou conversar com o presidente Lula para determinar que as Forças Armadas do Brasil tomem conta dessa fronteira. Nós devemos fazer uma parceria, lidar com tecnologia, o que tem de mais moderno no mundo para vigilância de fronteira, mas nós precisamos cuidar dessa fronteira”, disse.
Para o governador, o reforço da fiscalização na divisa pode reduzir a pressão sobre a segurança pública mato-grossense, especialmente diante dos impactos do tráfico de drogas e da atuação criminosa na região.
“Se o Brasil cuidar da fronteira, nós vamos reduzir muito a penalidade do Estado de Mato Grosso. Sem isso é muito difícil”, afirmou.
A cobrança ocorre em meio à discussão sobre a participação da União no enfrentamento ao crime organizado. Após ser reeleito no domingo (25), Lula afirmou que os estados não conseguem combater o problema sozinhos e defendeu ampliar a atuação federal na área.
Em sabatina à TV Globo, em 15 de outubro, o presidente também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que tramita no Congresso Nacional. A proposta busca ampliar a integração entre União, estados e municípios, fortalecer a cooperação entre as forças de segurança e aprimorar o compartilhamento de informações de inteligência.
Lula também pretende criar um Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC, medida que considera importante para o enfrentamento das facções criminosas e do narcotráfico.
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