Operação prende quatro suspeitos de integrar facção criminosa em MT
Mandados foram cumpridos em Tabaporã, Sinop e no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande
A Polícia Civil cumpriu, durante a Operação Patrinus, na quarta-feira (28), quatro mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão contra um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em facção criminosa em Tabaporã.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, Polo de Juína, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Tabaporã. Os mandados foram cumpridos em endereços de Tabaporã e Sinop, além do Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.
A investigação começou após a apreensão de celulares e a análise dos dados armazenados nos aparelhos, mediante autorização judicial. Segundo a Polícia Civil, as informações revelaram um grupo estruturado, com hierarquia definida, divisão de tarefas e atuação coordenada na comercialização de drogas, além de ramificações em outros municípios do Estado.
De acordo com o delegado de Tabaporã, Geremias Ferreira, um dos investigados exercia a liderança de dentro do sistema prisional, de onde gerenciava a distribuição de entorpecentes, controlava as finanças e transmitia ordens aos demais integrantes.
A equipe também identificou suspeitos responsáveis pela logística, pelo armazenamento das drogas, pelo recolhimento de valores e pela venda direta das substâncias ilícitas aos usuários, conforme o delegado.
Durante as buscas, os policiais procuraram drogas, armas de fogo, munições, dinheiro e aparelhos celulares. Na cela ocupada por um dos alvos, em Várzea Grande, foram apreendidos celulares, carregadores e drogas. O material será submetido à análise e à perícia.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Tabaporã, com apoio de equipes das Delegacias Regionais de Juína, Sinop e Várzea Grande.
O nome Patrinus tem origem no latim e remete à palavra “padrinho”. Segundo a Polícia Civil, a denominação faz referência a um dos principais alvos, apontado como responsável por atuar como padrinho de jovens recrutados para atividades criminosas. Ele está custodiado no sistema penitenciário.
Fonte: MT+
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