Sistema Hannah, inteligência artificial criada pelo TJMT, é implantado no Tribunal de Justiça da Bahia

Out 01, 2026 - 08:18
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Sistema Hannah, inteligência artificial criada pelo TJMT, é implantado no Tribunal de Justiça da Bahia

Hannah ganha espaço em tribunal após parceria com TJMT

Uma tecnologia de inteligência artificial criada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) passou a ser usada por outro tribunal brasileiro. O Sistema Hannah, desenvolvido para apoiar a análise de admissibilidade de recursos destinados aos tribunais superiores, foi implantado no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA).

A instalação começou na segunda-feira (21), com participação da equipe responsável pela tecnologia. Na quarta-feira (23), magistrados e servidores da 2ª Vice-Presidência do TJBA receberam treinamento sobre o funcionamento da ferramenta.

A capacitação foi conduzida pelo juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior, pelo engenheiro de inteligência artificial Daniel Dock Pereira e pelo assessor João Pedro Guerra, integrante da equipe que desenvolveu o sistema.

Como funciona o Sistema Hannah

A ferramenta usa um Mapa de Admissibilidade com 14 critérios objetivos para verificar requisitos formais dos recursos. O sistema faz a leitura eletrônica das peças processuais, organiza os dados e gera um relatório estruturado para apoiar a elaboração da decisão.

Segundo informações divulgadas pelo TJMT, o Hannah já havia analisado mais de 15 mil processos até julho. No mesmo período, o tempo médio de conclusão caiu de 23 para dois dias.

No TJBA, a tecnologia começou pela análise de Recursos Especiais. A previsão é que o uso também avance para Recursos Extraordinários. A inteligência artificial atua como apoio aos servidores e magistrados, sem substituir a análise humana necessária para a decisão.

Parceria entre os tribunais

A cooperação entre o Mato Grosso e a Bahia teve início no fim de julho. Na ocasião, uma comitiva da 2ª Vice-Presidência do TJBA esteve em Cuiabá para conhecer o sistema, que também já havia sido apresentado ao Superior Tribunal de Justiça.

Após a visita, o TJMT disponibilizou materiais e informações para ajudar na implantação da tecnologia. A equipe baiana pôde conhecer a rotina do sistema e avaliar como aplicá-lo ao trabalho da 2ª Vice-Presidência.

Para o juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior, a implantação teve resultado positivo. Ele afirmou que outros tribunais também devem adotar a ferramenta ainda neste ano.

IA deve apoiar tarefas mais complexas

Na 2ª Vice-Presidência do TJBA, a expectativa é que o uso da inteligência artificial permita aos assessores concentrar esforços em casos que exigem análise mais complexa, incluindo recursos representativos de controvérsia.

A adoção da ferramenta também busca contribuir para a redução do acervo e para maior uniformidade na análise dos processos. A experiência amplia o uso de inteligência artificial no Judiciário para tarefas de organização e triagem, mantendo a decisão final sob responsabilidade humana.

O Sistema Hannah também concorre ao Prêmio Innovare, cuja 23ª edição terá os vencedores anunciados em dezembro, durante cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF).

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