“Treze facadas não se justificam”, diz irmão de professor morto em MT

Out 14, 2026 - 10:20
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“Treze facadas não se justificam”, diz irmão de professor morto em MT
“Treze facadas não se justificam”, diz irmão de professor morto em MT

Irmão da vítima denunciou um perfil falso usado para atacar a memória de Breno Antônio e criticou acusações divulgadas após a morte do jovem

Bruno Humberto, irmão do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, denunciou nesta terça-feira (13) a criação de um perfil falso nas redes sociais que estaria sendo utilizado para divulgar acusações e atacar a memória do jovem após sua morte. Em uma publicação, ele condenou as ofensas e cobrou respeito à família e justiça pelo crime.

Ao defender o irmão, Bruno afirmou que Breno era querido por amigos e familiares, trabalhava, estudava e ajudava as pessoas próximas. Ele reconheceu que o professor tinha defeitos, mas ressaltou que isso não justifica a violência sofrida.

“Meu irmão nunca foi um santo, até porque ele nunca precisou ter santidade para ser vítima de uma injustiça. Mas era querido, trabalhador, estudava e cuidava das pessoas pelo afeto, para ser prestativo com amigos e família”, escreveu.

Bruno também questionou o uso de um perfil falso para divulgar acusações contra alguém que já morreu e não pode se defender.

“É uma covardia criar um perfil falso para difamar, divulgar acusações e debochar de alguém que já morreu, sem poder se defender. Por que não mostra a cara e assume?”, desabafou.

Na publicação, ele ainda criticou as tentativas de questionar o comportamento de Breno após a morte e afirmou que eventuais conflitos ou desentendimentos não justificam o crime.

“O que adianta atacar o comportamento do Breno agora? Ele está morto. Nada do que falarem sobre ele vai justificar o que fizeram com ele”, declarou.

Ao encerrar o texto, Bruno citou as 13 facadas apontadas no laudo necroscópico e reforçou o pedido de justiça pela morte do irmão.

“Treze facadas não se justificam por defeitos, desentendimentos ou inimizades”, escreveu.

Breno estava desaparecido desde 26 de setembro. O corpo foi localizado após 12 dias de buscas, e o caso é investigado pela Polícia Civil. A manifestação do irmão ocorre em meio à repercussão da morte e às críticas da família sobre os ataques direcionados à memória do professor.

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