“Treze facadas não se justificam”, diz irmão de professor morto em MT

Irmão da vítima denunciou um perfil falso usado para atacar a memória de Breno Antônio e criticou acusações divulgadas após a morte do jovem
Bruno Humberto, irmão do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, denunciou nesta terça-feira (13) a criação de um perfil falso nas redes sociais que estaria sendo utilizado para divulgar acusações e atacar a memória do jovem após sua morte. Em uma publicação, ele condenou as ofensas e cobrou respeito à família e justiça pelo crime.
Ao defender o irmão, Bruno afirmou que Breno era querido por amigos e familiares, trabalhava, estudava e ajudava as pessoas próximas. Ele reconheceu que o professor tinha defeitos, mas ressaltou que isso não justifica a violência sofrida.
“Meu irmão nunca foi um santo, até porque ele nunca precisou ter santidade para ser vítima de uma injustiça. Mas era querido, trabalhador, estudava e cuidava das pessoas pelo afeto, para ser prestativo com amigos e família”, escreveu.
Bruno também questionou o uso de um perfil falso para divulgar acusações contra alguém que já morreu e não pode se defender.
“É uma covardia criar um perfil falso para difamar, divulgar acusações e debochar de alguém que já morreu, sem poder se defender. Por que não mostra a cara e assume?”, desabafou.
Na publicação, ele ainda criticou as tentativas de questionar o comportamento de Breno após a morte e afirmou que eventuais conflitos ou desentendimentos não justificam o crime.
“O que adianta atacar o comportamento do Breno agora? Ele está morto. Nada do que falarem sobre ele vai justificar o que fizeram com ele”, declarou.
Ao encerrar o texto, Bruno citou as 13 facadas apontadas no laudo necroscópico e reforçou o pedido de justiça pela morte do irmão.
“Treze facadas não se justificam por defeitos, desentendimentos ou inimizades”, escreveu.
Breno estava desaparecido desde 26 de setembro. O corpo foi localizado após 12 dias de buscas, e o caso é investigado pela Polícia Civil. A manifestação do irmão ocorre em meio à repercussão da morte e às críticas da família sobre os ataques direcionados à memória do professor.
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