Brasileiras da Flotilha Global Sumud são detidas por forças israelenses em águas internacionais
Ativistas do MAB estavam em missão humanitária quando embarcação foi interceptada; governos cobram libertação imediata
Três brasileiras que integravam a Flotilha Global Sumud (GSF) foram detidas por forças israelenses nesta segunda-feira (18), enquanto estavam em alto-mar. Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), estão sendo levadas para a Palestina ocupada.
Segundo informações do movimento, os navios da missão humanitária foram interceptados em águas internacionais, fora do domínio territorial de Israel. A ação repete episódios registrados em outras missões de ajuda destinadas à população que vive em Gaza.
O MAB afirmou que cerca de 9 mil pessoas já teriam sido presas injustamente, classificando o cenário como um quadro “de terror”, marcado pela violência de Estado.
Em nota, a Flotilha Global Sumud demonstrou preocupação com a integridade física dos detidos. O grupo citou relatos relacionados à interceptação ocorrida em 29 de abril, mencionando denúncias de tortura, abuso físico grave e violência sexual invasiva supostamente praticados por forças israelenses.
“Temos sérias e imediatas preocupações com a segurança física e o bem-estar de todos os detidos ilegalmente”, destacou a organização.
Itamaraty e países cobram respeito ao direito internacional
Também nesta segunda-feira (18), o Itamaraty divulgou uma mensagem conjunta assinada pelos governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia. O documento classificou como “catastrófico” o sofrimento enfrentado pelos palestinos e considerou “arbitrária” a detenção dos ativistas.
Os representantes dos países pediram a libertação imediata dos detidos e reforçaram a necessidade do cumprimento do direito internacional e do direito internacional humanitário.
Na manifestação conjunta, os ministros afirmaram ainda que os repetidos ataques contra iniciativas humanitárias pacíficas representam um desrespeito contínuo ao direito internacional e à liberdade de navegação.
O texto também conclama a comunidade internacional a assumir responsabilidades legais e morais, garantindo a proteção de civis e de missões humanitárias, além de adotar medidas para combater a impunidade e assegurar responsabilização pelas violações denunciadas.
Irlandesa ligada à presidência do país também foi detida
Entre os detidos está Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly. O caso ganhou repercussão em parte da imprensa internacional.
O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda informou que atuará junto à Embaixada do país em Israel para exigir a libertação imediata dos envolvidos e prestar suporte aos cidadãos irlandeses afetados.
Fonte de informação: Agência Brasil
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