“Quem está em surto não manda mensagem”, diz familiar de empresária morta pelo marido

Set 19, 2026 - 10:27
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“Quem está em surto não manda mensagem”, diz familiar de empresária morta pelo marido
“Quem está em surto não manda mensagem”, diz familiar de empresária morta pelo marido

Família contesta decisão que reconheceu a inimputabilidade de Daniel Frasson e busca levar o caso ao Tribunal do Júri

A família da empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, contesta a decisão que reconheceu a inimputabilidade de Daniel Frasson, acusado de matar a esposa a facadas enquanto ela dormia, em Lucas do Rio Verde (330 km de Cuiabá). O engenheiro agrônomo está internado em uma clínica psiquiátrica.

Em entrevista ao programa Narrativa, na terça-feira (15), José Martins, familiar de Gleici, questionou a versão de que Daniel estaria em surto no momento do crime. Segundo ele, o comportamento do acusado antes e depois dos ataques não seria compatível com a situação descrita pela defesa.

“Em nenhum momento ele quebra algo, ele cai, ele chuta, ele tropeça. Ele faz um carinho no cachorro, ele toma água. Ele está tão consciente que ele consegue limpar o chão”, afirmou José.

O familiar também mencionou uma mensagem enviada por Daniel após o crime e afirmou que o acusado teria franqueado a entrada da residência.

“E eu acho que quem está em surto não manda mensagem dizendo que fez uma merda e franqueia toda a entrada da casa como ele fez”, declarou.

O crime aconteceu em junho de 2025, na residência do casal. Além de Gleici, Daniel atacou a própria filha, que tinha 7 anos na época. A menina foi socorrida, ficou internada e sobreviveu.

A motivação apontada pela família também é contestada em relação à versão apresentada sobre o estado mental do acusado. José afirmou que o assassinato teria sido cometido por “raiva, inveja, premeditação e ganância”.

Laudos apresentados no processo apontaram diagnóstico de esquizofrenia e transtorno bipolar e concluíram pela inimputabilidade de Daniel. A conclusão é questionada pela família da vítima e pela assistência de acusação.

A Justiça ainda deverá analisar os recursos apresentados contra a decisão. José afirmou que os familiares continuarão buscando a realização de um julgamento pelo Tribunal do Júri.

“Nós vamos continuar lutando, ele não vai escapar de um júri popular. A gente vai conseguir fazer ele para o júri”, afirmou.

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