Governador afirma: “Até 2035, nós temos que plantar um milhão de hectares de eucalipto”

Set 08, 2026 - 16:42
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Governador afirma: “Até 2035, nós temos que plantar um milhão de hectares de eucalipto”
Governador afirma: “Até 2035, nós temos que plantar um milhão de hectares de eucalipto”

Meta integra estratégia para ampliar a produção de biomassa, incentivar pequenos produtores e reduzir emissões no Estado

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que o Estado deverá publicar, após o período eleitoral, um decreto para criar uma empresa pública voltada à negociação de ativos relacionados ao sequestro de carbono. A proposta faz parte de uma estratégia do governo para desenvolver um novo mercado ambiental e ampliar a participação de pequenos produtores.

Durante sabatina promovida pela Aliança do Setor Produtivo, formada por Famato, Fiemt e Fecomércio, Pivetta também destacou a intenção de expandir a produção de biomassa em Mato Grosso e estabeleceu como meta o plantio de 1 milhão de hectares de eucalipto até 2035.

“Nós devemos editar o decreto de uso de biomassa logo depois da eleição. E até 2035, nós temos que plantar um milhão de hectares de eucalipto”, afirmou.

Segundo o governador, a expansão da biomassa poderá estimular a produção de energia renovável e levar novas oportunidades para regiões do Estado que ainda apresentam baixo nível de desenvolvimento econômico.

“Nós vamos criar um novo mercado, dar oportunidade para pequenos produtores, para regiões que ainda o desenvolvimento não chegou, para produção de biomassa”, disse.

O Parlamentar afirmou ainda que a geração de energia a partir da biomassa será uma das estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e alcançar a meta de transformar Mato Grosso em um Estado carbono negativo até 2035.

O projeto também envolve os setores sucroenergético e de grãos. O governador citou o cultivo de milho como uma atividade com capacidade de capturar carbono e destacou tecnologias utilizadas no Estado para reduzir as emissões.

Entre os exemplos, mencionou o processo de injeção de carbono no subsolo realizado em Lucas do Rio Verde, desenvolvido para compensar parte das emissões geradas durante a fermentação do milho.

“O uso de biomassa, captação de carbono da atmosfera através da formação da biomassa, mais a lavoura do milho, que também sequestra muito carbono, associados à injeção do carbono [...] é um caminho sem volta”, afirmou Pivetta.

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