Pampa perde 21% das pastagens naturais em quatro décadas

*Da Redação*
A região do Pampa na América do Sul perdeu 21% de suas pastagens naturais nos últimos 40 anos. O levantamento abrange o sul do Brasil, Uruguai e centro-leste da Argentina. Entre 1985 e 2024, desapareceram 11,3 milhões de hectares de vegetação nativa.
A redução equivale à superfície total da Bulgária. Desse total, 10,5 milhões de hectares correspondem especificamente à vegetação campestre. A vegetação nativa cobria originalmente toda a região pampeana.
Expansão agrícola intensifica transformação
No mesmo período, a área de cultivos anuais aumentou 9,8 milhões de hectares. As plantações florestais cresceram 2,2 milhões de hectares adicionais. Atualmente, a vegetação nativa ocupa apenas metade do território pampeano original.
Metade da área originalmente nativa foi convertida principalmente em cultivo de grãos. Da vegetação remanescente, 71% ainda mantêm características de campos naturais utilizados na pecuária.
Brasil registra maior perda relativa entre os países
O Brasil apresentou a maior redução relativa de vegetação nativa na região. Em 1985, possuía 12,4 milhões de hectares de cobertura nativa. Em 2024, esse número caiu para 8,6 milhões de hectares.
A perda brasileira totalizou aproximadamente 3,7 milhões de hectares. Essa área equivale a cerca de 75 vezes a superfície do município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Metodologia e abrangência do estudo
Os dados foram obtidos através de nova análise de imagens de satélite realizada pelo MapBiomas Pampa. O levantamento incluiu também as regiões do Espinal e delta do rio Paraná, ambas na Argentina.
A vegetação campestre ainda conserva alta biodiversidade apesar da redução. Fonte: CNN Brasil
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